Para baratear insulina, OMS vai certificar versão genérica.

Com o objetivo de reduzir o preço da insulina em todo o mundo e aumentar o número de pessoas em tratamento contra a diabete, a Organização Mundial de Saúde (OMS) quer aprovar versões genéricas da droga para encorajar as farmacêuticas a entrarem no mercado.

Nesta semana, a OMS lançou um programa-piloto para avaliar a insulina humana produzida por diversos fabricantes. A ideia é fazer uma pré-qualificação para testar e aprovar as novas versões genéricas.

Hoje, apenas três empresas controlam a maior parte da produção mundial. Aumentando a competição, a expectativa é de que os preços caiam.

A pré-qualificação também permitirá que agências das Nações Unidas e organizações como o Médicos sem Fronteiras, comprem as versões genéricas.

A medida é parte de uma série de ações da organização para lidar com o número crescente de casos da doença, principalmente nos países em desenvolvimento. Segundo a OMS, há 420 milhões de pessoas com diabete em todo o mundo – o número quadruplicou desde 1980.

Cerca de 20 milhões de pessoas sofrem com diabete tipo 1 e precisam de injeções de insulina para sobreviver. Entre os pacientes com o tipo 2, estima-se que cerca de 65 milhões precisem de insulina, mas só metade tem acesso à droga.

“A prevalência da diabete está crescendo, a quantidade de insulina disponível é muito baixa e os preços, muito altos. Por isso precisamos fazer alguma coisa”, afirmou Emer Cooke, diretora de Regulamentação de Medicamentos da OMS.

Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO

Contato

Realização

Apoio